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Refinaria Abreu e Lima: PDVSA só até Agosto.

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Com ou sem você, A Refinaria sai.

 

A Petrobras já sinalizou que não vai esperar mais pela PDVSA para tocar o Projeto Refinaria Abreu e Lima em Pernambuco.

Dessa vez a Petrobras admite que só aguardará a PDVSA entrar com o aporte até agosto desse ano, caso contrário tocará sozinha esse empreendimento de suma importância para a continuação do desenvolvimento do país.

O BNDES ainda não deu aval para o empréstimo solicitado pela estatal venezuelana por faltas de garantias.

Amigos navegantes, aguardaremos novos capítulos desse folhetim bolivariano.

Leia também:

Sem garantias nada muda.
A PDVSA vem aí.

 

Extraído do Estado de São Paulo.

Sociedade com PDVSA só espera até agosto

06 de março de 2011 | 0h 00
Irany Tereza e Kelly Lima – O Estado de S.Paulo

A estatal venezuelana PDVSA tem até agosto para definir seu investimento na Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Se até lá não for definido o aporte da companhia, que participaria com 40%, a Petrobrás vai assumir sozinha o projeto.

Em entrevista à Agência Estado, o diretor de Abastecimento e Refino da estatal brasileira, Paulo Roberto Costa, informou que ainda não recebeu da Venezuela ou do BNDES nenhum retorno sobre o crédito que a PDVSA negocia com o banco.

“A partir de setembro, os sócios têm de fazer aportes para dar continuidade ao empreendimento. Se eles (PDVSA) não fecharem até agosto, teremos de fazer os aportes sozinhos”, afirmou o executivo, argumentando que até agosto o empréstimo que a Petrobrás obteve em 2009 do BNDES, de R$ 9,89 bilhões, terá sido totalmente consumido. A partir daí, os sócios usariam recursos próprios.

A estatal brasileira usou parte dos recursos destinados pelo BNDES. A PDVSA negociou depois sua entrada no financiamento, mas até agora não conseguiu aval do banco para sua inclusão por falta de garantias compatíveis com as exigências técnicas. O ativos da PDVSA no Brasil se resumem a um escritório e uma pequena rede de distribuição no Pará. O BNDES também recusou a inclusão de um banco venezuelano como garantia.

A Petrobrás toca sozinha a construção da refinaria, que deve entrar em operação em 2012, com capacidade de processamento de 230 mil barris de óleo por dia, metade do Campo de Carabobo, na Venezuela, e a outra metade do complexo de Marlin, na Bacia de Santos. Trata-se de dois tipos de petróleo muito diferentes, que exigem também distintos processos de refino. Diante das incertezas com a parceria, a Petrobrás vem segurando a compra de uma unidade de tratamento de enxofre para refino do óleo venezuelano, o que encareceria ainda mais o projeto.

Em janeiro deste ano, fontes do setor afirmaram que a petroleira venezuelana estaria montando um pacote de cartas de fiança bancárias com prazo de cinco anos para oferecer ao BNDES. Uma fonte do banco afirmou que a substituição no sistema de garantias não seria um benefício à refinaria, e sim a opção por uma de duas formas de negociar o financiamento.

O diretor da Petrobrás afirmou que soube pela imprensa da negociação, já que nem o banco nem a empresa levaram à companhia detalhes do processo. Já no BNDES, a expectativa é de que a Petrobrás apresente documentos substituindo parte do financiamento pela empresa venezuelana. A Petrobrás já cogitava a saída da PDVSA do projeto. Procurados, representantes da PDVSA não responderam os telefonemas da Agência Estado.

 

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