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Desigualdade no Brasil despenca. Eu já sabia

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Esse Lula...

O Brasil atualmente colhe os frutos dos oito anos do Governo Lula. Inegavelmente tivemos avanços no campos econômico, financeiro, trabalhista e social. Crescimento recorde, taxas de desemprego muito menores do que em outros tempos. Isso é notório e não precisamos de especialistas para nos dizerem. Nós vivemos pra assistir isso.

Só quem não viu foi a chamada Oposição, PSDB e o extinto DEM (já estou me antecipando). Serra e sua turma preferiram jogar pedras em Lula e desprezaram a nova classe que emergiu das profundezas deixadas por FHC. Resultado: Perderam as eleições para presidente e em vários estados, além de comporem atualmente a menor bancada de oposição que a Câmara já teve. (No regime democrático é claro)

O Governo Lula conseguiu fazer em 08 anos o que estava previsto acontecer em 25 anos. Isso é histórico. Por isso a aprovação de 89% no final do mandato. Infelizmente nossa imprensa, sedente de golpe, não divulga com o valor que esse fato merece. Essa queda na desigualdade não é atribuída aos programas sociais, que muitos chamam de esmola (porque nunca precisaram), e sim ao ganho de renda através do trabalho que também aumentou não só nos grandes centros mas em todo o Brasil.

Amigos navegantes ainda falta muito, mas creio que estejamos na direção certa.

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Taxa de desigualdade no Brasil atinge mínima histórica, diz FGV – G1

Desigualdade é a menor desde que começou a pesquisa, em 1960.
Bernardo Tabak Do G1 RJ

A taxa de desigualdade no Brasil caiu à mínima histórica no final de 2010, segundo estudo divulgado pelo Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (CPS/FGV) nesta terça-feira (3). Em oito anos – de dezembro de 2002 a dezembro de 2010 -, o país conseguiu reduzir a pobreza em 50,64%, de acordo com a pesquisa “Desigualdade de Renda da Década”.

“Em 8 anos, no governo Lula, foi feito o que era previsto para 25 anos, de acordo com a Meta do Milênio da Organização das Nações Unidas, que era reduzir a pobreza em 50% de 1990 até 2015”, ressaltou o economista Marcelo Neri, coordenador do CPS/FGV. “E, desde o Plano Real, a pobreza caiu 67,3% no Brasil. Um feito notável comparado com outros países”, complementou.

A taxa de desigualdade, medida pelo índice de Gini, ficou em 0,5304 em 2010, a menor desde 1960, quando começou a pesquisa. Quanto mais perto de 1, mais desigual é o país. “Os principais motivos para isso foram, principalmente, a educação e, em menor parte, os programas sociais”, explicou Neri.

Entretanto, o economista diz que, quando comparado com outros países, ainda é “estupidamente alto, porém menor do que antes” o nível de desigualdade no Brasil. “Se é uma má notícia que a nossa desigualdade ainda é alta, a boa notícia é que ela deve cair. O que os dados mostram é que a queda continua”, destacou.

Renda dos mais pobres cresceu mais do que dos mais ricos
De acordo com a pesquisa, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (Pnad/IBGE) a renda dos 50% mais pobres no Brasil cresceu 52,59%, entre 2001 e 2009, enquanto que a renda dos 10% mais ricos do país cresceu 12,8%. Isso significa dizer que a renda da classe baixa teve um crescimento de 311% na comparação com os mais abastados.

Marcelo Neri também destacou conclusões da pesquisa que, para ele, foram inesperadas. “Fiquei muito surpreso com os dados”, disse o economista, ao mostrar que, de 2001 a 2009, os analfabetos obtiveram ganhos de 47%, enquanto quem tem nível superior teve uma queda de 17% na renda. No mesmo período, as pessoas de cor preta ganharam aumentos na renda de 43%, enquanto que os brancos tiveram 21% de alta. Já as mulheres tiveram um ganho na renda de 38%, contra 16% dos homens. “O que está ‘bombando’ é o mercado da base: empregadas domésticas, trabalhadores da construção civil, agricultores”, ressaltou, em tom informal, o economista.

Maranhão deixa de ser estado mais pobre, e SP, o mais rico
A pesquisa mostrou que os chamados “grotões” brasileiros estão em alta, já que entre 2001 e 2009 os “maiores ganhos reais de renda foram em grupos tradicionalmente excluídos”. Segundo o estudo, Alagoas é, hoje, o estado com a pior renda média per capita do país. E, no mesmo período, o Maranhão, que era o estado mais pobre, teve ganhos na renda da população de 46%.

Já os estados de Santa Catarina e do Rio de Janeiro passaram São Paulo na condição dos que tem a maior renda média. “A migração do Nordeste para o Sudeste diminuiu bastante, com o inchaço das grandes cidades. O campo está se tornando mais atrativo”, observou Neri.

Em 30 anos, Brasil pode estar equiparado aos EUA
O coordenador da pesquisa explicou que o Brasil ainda “vai demorar uns 30 anos para ter um nível de desigualdade parecido com o dos Estados Unidos”, que, segundo Neri, está em 0,42. “Apesar de a economia brasileira não estar crescendo tanto, a renda dos mais pobres cresce em patamares chineses, enquanto que a dos mais ricos está estagnada”, comparou Neri.

Entretanto, para o economista, a tarefa agora é mais complicada. “Vamos ter mais dificuldades para erradicar, pois esta terça parte que falta é o núcleo da pobreza no país”, explicou.

Para a próxima década, Marcelo Neri afirma que é preciso melhorar a qualidade da educação, continuar investindo em programas sociais e realizar obras de saneamento básico. “E é preciso fazer mais com menos recursos, pois não podemos aumentar mais ainda a nossa carga tributária”, acrescentou.

As razões do meu otimismo são proporcionais ao tamanho dos problemas que temo hoje. A escolaridade no Brasil é ridícula, por isso acho que ainda temos muito a avançar”, finalizou.

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