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PF estoura Operação Voucher

Não bastassem denúncias de corrupção que levaram a exoneração de muitos no Ministério dos Transportes, DNIT e  Agricultura, eis que surge novas denúncias no Ministério do turismo que culminou numa operação da PF prendendo até o Secretário-executivo da pasta.

Já é muita coisa para pouco tempo. A paciência popular também tem limite.

Não podemos apenas correr atrás, é preciso mudar e muito.

É preciso mudança de paradigma, é preciso acabar com o toma-lá-dá-cá de partidos e passar a escolher pessoas sérias para gerência de dinheiro público.

Cabe a Presidenta a perserverança no dever com o público, pois foram esses valores que a levaram ao Planalto e continuar a cortar na própria carne quando necessário.

Nossa PF continue investigando e prendendo.

E os bandidos presos.

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Extraído do R7

publicado em 09/08/2011 às 16h54: atualizado em: 09/08/2011 às 17h14

Esquema no Turismo usava empresas de fachada, diz PF

Preso, secretário-executivo da pasta deve ser transferido para Amapá

Renan Ramalho, do R7, em Brasília
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O esquema de corrupção revelado nesta terça-feira (9) pela Operação Voucher da Polícia Federal usava empresas de fachada. Hoje, o secretário-executivo da pasta, Frederico Silva da costa, foi preso pela PF que afirma ter “provas robustas” contra ele. Ainda de acordo com a PF, os desvios no ministério podem chegar a mais de R$ 4 milhões. As informações foram dadas na tarde de hoje por Paulo de Tarso Teixeira, delegado da PF.

Desvios podem chegar a R$ 4 milhões

Secretário-executivo e mais 37 são presos

Frederico Costa está preso preventivamente e deverá ser transferido ainda hoje para Macapá (AP), onde se concentram as investigações sobre o desvio de verbas destinadas aos convênios firmados entre o ministério e o Ibrasi (Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável) para capacitação profissional.

Desse valor, estima-se que 2/3, ou R$ 2,9 milhões, possam ter sido desviados para pagamento de propina. Em São Paulo, a PF apreendeu R$ 610 mil em dinheiro vivo na casa do diretor-executivo da entidade, que não teve o nome divulgado.

Segundo o delegado da PF, o Ibrasi criou empresas fictícias para simular uma concorrência no convênio. Os serviços, porém, não foram prestados, segundo as investigações. O desvio teria sido usado para pagamento de propina, inclusive a autoridades.

– Para que a Justiça decrete a prisão preventiva, as provas têm que ser robustas. Do contrário, é prisão temporária, ainda mais com as mudanças no Código do Processo Penal.

Procurado pela reportagem, o advogado de Frederico Costa disse que ainda não tem informações sobre a investigação e vai ainda hoje a Macapá.

A parceria tem origem em uma emenda parlamentar, ou seja, um pedido de recursos feito por deputados, senadores ou bancadas. A PF, porém, não informou de quem exatamente partiu a emenda e disse não haver indícios da participação de parlamentares.

Ainda segundo a PF, o Planalto só foi informado da operação após sua deflagração, na manhã de hoje.

Voucher

A operação Voucher, deflagrada na manhã de hoje pela PF, prendeu ao todo 33 pessoas, entre elas está também o ex-presidente da Embratur, Mário Moysés, e o secretário nacional de Desenvolvimento de Programas de Turismo, Colbert Martins da Silva Filho. Até a tarde de hoje, cinco mandados de prisão ainda não haviam sido cumpridos pelos agentes da PF.

A entidade foi contratada para prestar serviços de capacitação profissional no Amapá. As investigações apontaram, porém, que o serviço não teria sido prestado e que o Ibrasi sequer teria condições técnico-operacionais para fazer o treinamento.

O pagamento foi antecipado e haveria vícios no processo de escolha: outras entidades não teriam sido chamadas para a concorrência, haveria falhas na fiscalização do cumprimento do contrato e até documentos teriam sido fraudados para comprovar a realização do serviço.

Prisões

Em Brasília, 15 pessoas foram presas, entre elas Costa e Moysés. Cinco delas são prisões temporárias, com prazo de cinco dias, com possível liberação ainda hoje depois de esclarecimentos. Outras dez pessoas, não identificadas, foram presas preventivamente e seriam deslocadas ainda hoje para Macapá (AP), para dar continuidade às investigações.
Outro lado

Procurado pelo R7, o Ministério do Turismo ainda não deu informações sobre o caso. Chamado a Brasília, o ministro Pedro Novais, que estava em São Paulo, já se reuniu com a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffman.

Segundo a Agência Brasil, Gleisi o teria tranquilizado dizendo que as investigações não o envolvem no esquema.

Outro lado

Procurada pelo R7, a assessoria de imprensa do ministério disse ainda não ter informações sobre o caso. A assessoria disse ainda que a pasta deve se pronunciar ainda hoje sobre o caso.

O R7 entrou em contato, por telefone, com o Ibrasi, mas não conseguiu localizar os diretores do instituto para comentar as denúncias. Por telefone, uma funcionária disse apenas que o diretor da ONG está no Amapá e que somente ele poderia falar sobre o caso. A reportagem também enviou um e-mail à direção do Ibrasi, mas ainda não obteve resposta.

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