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Piada sem graça.

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Perdeu o amigo.

Qual o limite do humor?

Estamos na época do “politicamente incorreto”, o que não tem preocupação com nada. Falou e danou-se. Ser “politicamente correto” é ser chato, antiquado, retrô.

Mas será que é isso mesmo?

Será que sair ofendendo assim sem compromisso de fato reflete a liberdade de expressão? Ou limites precisam ser colocadas e não serem taxados de censura.

A verdade é que a crise se acentua e abre uma fenda nos principais veículos que exploram este tipo de humor. Nesta segunda-feira o apresentador Rafinha Bastos foi sacado da bancada do humorístico CQC da BAND. Em seu lugar, foi colocada Monica Iozzi, outra repórter do mesmo programa. Tudo isso devido a uma piada de Rafinha com Wanessa Camargo, na qual o apresentador falou que “comeria Wanessa e o bebê”.

Na verdade a coisa é mais profunda do que esse estopim. Rafinha já havia pisado na bola em outros comentários infelizes e sua imagem perante a Alta cúpula da emissora já estava desgastada.

Mas antes de jogarmos a primeira pedra, reflitemos:

Qual deve ser a pior punição para um humorista?

Explicar a piada; Refazer a piada; Pedir desculpas;

Porém para qualquer  profissional que se preze, o silêncio é pena capital. Interesses maiores influenciaram na decisão de afastá-lo e isso é deprimente. Suas piadas de mau gosto não são recentes, pelo contrário, as levaram ao posto de Pessoa mais influente do mundo (no microblog twitter).

Ou seja, bastou as piadas de Rafinha incomodar um grupo que nunca havia sido tocado, para o mesmo cair em desgraça. Nem as mulheres estupradas, nem as mulheres que amamentam, nem a primeira-dama da RedeTV (que foi chamada de cadela por Bastos) foram capazes de arranhar sua imagem, nem seu posto. Porém uma histeria conjunta de Ronaldo Fenômeno, sócio de Marco Buaiz (esposo de Wanessa) e outros lambe-botas o puseram na geladeira pela primeira vez.

O humor tem limite sim. E o melhor regulador para as piadas de mau gosto na minha opinião ainda é o controle remoto.

É aguardar os próximos capítulos.

Leia também:

Opinião: Rafinha Bastos e o “Fator Ronaldo” – Portal Imprensa

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