Sinesio Pontes Blog

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Arquivo mensal: maio 2012

Lula aparece no Ratinho e despreza o PiG mais uma vez. Esse Lula !

Audiência total.

Nem JN, nem Fantástico.

Lula escolhe o Programa do Ratinho para sua primeira aparição pós-tratamento. Um programa de tv popular, que a elite brasileira faz-de-conta que não existe. Que não pisam estúpidos especialistas. Que não entrevista sociólogos.

Um programa de gente mesmo. É briga, barraco, exame de dna, humor. Típico programa brasileiro, identificado com o povo.

Não existe cenário mais próprio, pra o operário que saiu da seca para virar Presidente.

Contra tudo e contra todos.

Sem Bonner, Ali Kamel, Merval ou Waack.

É Lula, Ratinho e o povo. Só.

A combinação entre Lula e o povo rendeu-lhe 88% de aprovação.

Um tapa na cara dos invejosos.

Para quem esperava Lula no JN, teve que mudar de canal.

Bye bye Serra.

A bolinha de papel do Mentes.

Ó Magnânima ideia, Supremo…

Em 2010 jogaram uma bolinha de papel no Serra. Foi aquele estardalhaço.

Até tomografia ele fez. Não acharam nada, nem cérebro.

Caiu na rede, todo mundo viu.

Menos a Globo que precisou chamar Molina para desmentir o que todo mundo viu.

A Veja também não viu, e como sempre mentiu.

O final dessa fatídica história: Dilma derrotou o derrotado Serra. Isso todo mundo viu.

Agora a CPI do Cachoeira tá aí. A casa de Demóstenes caiu.

O Mosqueteiro da Ética da Veja foi descoberto com horas de ligação com o contraventor Cachoeira. Todo mundo ouviu.

Cachoeira subsidiando o editor-chefe Policarpo Junior da Veja, com matérias, no mínimo suspeitas. Pouca gente ouviu.

A Veja omitiu.

Globo, Folha e outros também.

Na CPI, Cachoeira ninguém ouviu.

Seu silêncio foi ouvido do outro lado da praça, lá no STF. Onde os grampos sem aúdio, também ninguém ouviu.

Mas em semana de depoimento de Demóstenes no Conselho de Ética e CPI, é preciso tirar o foco. O futuro-ex-senador não calará, mas também não delatará.

A tropa de Elite do PiG partiu pra cima de quem teve de fora desses últimos acontecimentos, até agora. A mesma tropa que abafou as ligações de Policarpo e Cachoeira,  que insiste em Agnello e esconde Perillo, que omitiu a Privataria Tucana.

Gilmar Mendes, aquele mesmo dos habeas corpus do banqueiro Daniel Dantas, sai em defesa da Tropa acusando Lula de pressioná-lo.

Qual é a lógica de se pressionar um ministro do STF?

Ou no meu Brasil, chantagem não é mais crime?

No papel de Ministro do STF, Gilmar deveria dar voz de prisão à Lula.

Isso caros, se essa história fosse verdade.

A reporcagem da Veja não ouviu Lula. O JN não ouviu Lula. Folha, Estadão também não ouviram Lula. E mesmo assim, desviam o foco de Demóstenes e insistem em Lula.

E lembram-se da bolinha de papel do Serra em 2010.

Essa história de pressão de Lula sobre Gilmar Mentes é a versão 2012 da bolinha de papel. De novo ninguém vai acreditar.

A viagem de Demosténes para Berlim paga por Cachoeira é fato. O inusitado encontro com o então Ministro do STF, Gilmar Mentes é preciso explicar.

A chance de se encontrar alguém conhecido, sem planejar, na Europa. É como achar uma agulha no Atlântico.

A não ser que fosse um Encontro de Negócios.

Como se sabe Demosténes era o braço de Cachoeira no Senado.

E no STF, quem será?

Bye bye.

Vetar ou não Vetar? Eis a questão.

Dilma decidirá hoje se Veta, ou não, o novo Código Florestal.

Integralmente ou parcialmente? Eis a questão.

O clamor público pressiona a Presidenta ao Veto total, enquanto a bancada ruralista pressiona pela sanção.

Em ano de eleição, a quem é melhor agradar então?

Dilma dedicará tarde a análise, mas deve vetar Código Florestal – Terra

Realmente, Civita não é Murdoch. É pior.

Não me venham com chorumelas.

Está declarada a guerra no Brasil: De um lado os Barões da Mídia e do outro a Internet.

Tudo pra livrar a cara de Policarpo Júnior, pra livrar a cara da Veja, pra livrar a cara de Civita. A tropa de elite (não a de Padilha) comprou a briga e entrou de cabeça. Em Editorial descaradamente chamado Roberto Civita não é Rupert Murdoch  (Editorial) acusa blogs e outros veículos de “atentarem” contra a liberdade de expressão, por causa de reportagens exibidas na Record e repercutidas nas redes sociais que expunham as relações entre Policarpo Junior, editor-chefe da Veja e Carlinhos Cachoeira.

As escutas revelam que o bicheiro “mandava” até em qual coluna deveria ser publicada tais denúncias fabricadas pelo bando, né Lauro Jardim? Até comemoração por repercussão de reportagem “criada”foi ouvida pela Polícia Federal.

Isso é liberdade de expressão?

Pra Veja, Globo, Folha, Estadão e outros sim. A liberdade é deles é assim.

Sem compromisso.

Isso inclui acusar blogs de serem chapa-brancas. Se defendem atacando, chamando os blogueiros de “sujos”, chamando os twitteiros de “robôs”.

E escondem Policarpo. E defendem Roberto Civita.

Na Inglaterra, por muito menos fecharam a centenária The News of the World do Rupert, se fosse no Brasil seria Roberto, Murdoch.

A Veja se configura como um risco institucional, pois provoca a opinião pública com denúncias fabricadas. A Globo, Folha, Estadão e outros repercutem tais denúncias dando um caráter “explosivo”. E assim está formado o circo, que possui como alicerce um bando de criminosos exploradores do jogo do bicho.

Agora eu pergunto: Quem é sujo, então?

Felizmente a rede mundial nos permitiu olhar além das lentes do plim-plim, além das páginas “limpinhas” da Veja, da Folha. A internet se configura como o refúgio da opinião, e  isso põe medo nos Reinaldos Azevedos ou Mervais, que não admitem o contraponto.

Não se iludam, nobres leitores, quem chamou Demosténes Torres de Mosqueteiro da ética foi a Veja. Quem editou o debate presidencial em 89 a favor de Collor comprovadamente  foi a Globo. Quem emprestou carros de reportagens à agentes torturadores do DOPS durante a ditadura foi a Folha. Estes veículos são os mesmos e nunca mudaram. Viveram à ditadura e na redemocratização da mesma forma, enganando a população em benefício próprio.

E sabem que somente juntos sobreviverão.

Até o fim.

Leia também:

A Veja quer censurar a internet – CartaCapital

Você já olindou?

Pelas ruas que andei…

Excelente texto e autoria de Téta Barbosa no inesperado Blog do Noblat.

Quem conhece Olinda, sabe do que está se falando.

Senão conhece. Não perca tempo.

Crônica

Como não amar uma cidade onde um McDonald’s faliu?, por Téta Barbosa

Eu olindo, tu olindas, ele olinda. Nos domingos, nós olindamos.

Descobri que Olinda era verbo quando dei uma carona para o músico Erasto, irmão do percussionista Naná Vasconcelos. O irmão menos famoso do clã dos Vasconcelos escolheu a cidade alta para passar seus dias. Por lá escreveu o guia “das Olindas” que diz assim:

“Subi Mercado da Ribeira Desci largo de São Bento No largo do Varadouro Na Praça do Jacaré

Afoxé, afoxé Olinda mandou me chamar”

E, enquanto cantarolava no carro durante a carona, avisou: “pode me deixar nos Quatro Cantos mesmo, estou precisando Olindar”.

E como não amar a única cidade no mundo onde um McDonald’s faliu?

Olinda é mesmo uma cidade estranha. E isso me faz lembrar um causo, passado numa segunda-feira chuvosa num bar da cidade histórica. E esse conto, caro leitor, não se passou com a amiga da prima da minha sogra, não. Foi comigo mesmo que aconteceu, por isso posso atestar de pés juntos, a estranheza do acontecido.

Lá estávamos nós, amigos boêmios, numa festinha regada a jazz na sede da Pitombeira (bloco famoso nos dias de Carnaval). Entre uma música e outra, rolou um zum zum zum, à boca miúda, de que naquela mesma festinha estava Matt Dillon (ator famoso das bandas de Hollywood).

– Matt quem? É aquele que fez Supremacia Bourne?

– Não, é o do filme Crash, no Limite. Aquele do Oscar, pô.

Passada a confusão para diferenciar Matt Dillon de Matt Damon (americano é tudo igual) e Brad Pitt de Tom Cruise (que no calor na discussão, entraram na conversa sem ter nada a ver com o assunto), confirmamos a presença do famoso no local. Sim, era ele.

A notícia, que tinha potencial para se transformar em euforia, autógrafos e briga por fotos em qualquer lugar do mundo, parou por aí. É de Olinda que estamos falando, afinal de contas. Ninguém, repito, ninguém no recinto abordou o cara. Matt ficou lá; sozinho, carente.

O desprezo pelo moço chegou a tal ponto que ele teve que tirar fotos dele mesmo no balcão do bar. Deu até pena (dó, na linguagem do Sul, porque quem tem pena é galinha). Mas a atitude blasé dos olindenses dizia “Pra que Matt se a gente tem Erasto?”. Que mais além se transforma em “pra que McChicken, se aqui tem tapioca?” ou “pra que badalar, se a gente pode Olindar”?

O fato, meus amigos, é que Olinda não é uma cidade, é um estado de espírito. E ai dos turistas que passam rápido demais, tiram fotos demais, compram bugingangas demais e nem têm tempo de conjugar o verbo Olindar. Desses dá pena, de verdade.

 

Téta Barbosa é jornalista, publicitária, mora no Recife e vive antenada com tudo o que se passa ali e fora dali. Escreve aqui sempre às segundas-feiras sobre modismos, modernidades e curiosidades. Ela também tem um blog – Batida Salve Todos

 

CPI do Cachoeira tem que investigar Veja.

As relações da Veja com Cachoeira são maiores do que com Demóstenes. Mas porque ninguém fala nisso?

Jogaram um pá de areia na cara do povo.

De novo.

É inadmissivel uma Revista de tiragem nacional possuir furos jornalisticos vindo das mãos de um bicheiro. Por muito menos fecharam uma publicação tão sensacionalista quanto em Londres.

O Murdoch de lá é o Civita de cá.

Sem tirar, nem pôr.

A diferença é que lá não tem blindagem.

Nem o PiG.

#CPIdaVeja Já

Continuem lendo e não se deixem enganar. O espaço dado para apunhalar Agnello e Cabral deveria ser do Policarpo.

Extraído da CartaCapital

Revista Veja e Cachoeira

03.05.2012 12:28

Civita, o nosso Murdoch

Policarpo Jr., diretor da sucursal da revista Veja em Brasília, trocou 200 ligações com Carlinhos Cachoeira. O bicheiro goiano, escreveu o correspondente de CartaCapital em Brasília, Leandro Fortes, alega ser o pai de “todos os furos” da revista.  E Cachoeira disse estar pronto a detalhar as histórias que contou para Policarpo Jr. na CPI.

O patrão da Editora Abril, Roberto Civita, 75 anos, sabia quem era a fonte de todos aqueles “furos” da semanal mais lucrativa de sua empresa? Se for convocado para depor na CPI do Cachoeira, Civita reconhecerá que a Veja não respeitou a ética jornalística? Usar como parceiro de reportagem um criminoso com estreitos elos (às vezes acompanhados de subornos) com um senador, deputados, governadores e uma empreiteira foge à regra essencial do jornalismo: a de apurar as duas ou mais versões da mesma história.

Mas o patrão da Abril provavelmente não dará o ar da graça na CPI. Isso porque os jornalões e a tevê Globo agem em bloco para que isso não aconteça. São dois os motivos. O bicheiro, atualmente atrás das grades, favorecia os “furos” a envolver os inimigos “esquerdistas” da mídia tucana, principalmente petistas e ministros. Segundo motivo: jornalistas de outros orgãos da mídia também obtinham seus “furos” de Cachoeira.

Por essas e outras, Policarpo Jr. e a recomendável convocação de Civita para a CPI nunca estiveram no noticiário.

Enquanto isso, Rupert Murdoch, o magnata mais poderoso da mídia do Reino Unido, 81 anos, é interrogado horas a fio pela comissão parlamentar do Inquérito Leveson, que teve início em novembro de 2011. E na quarta-feira 2 até o Senado dos EUA entrou em contato com os investigadores britânicos para avaliar se abrirão um inquérito com o objetivo de investigar se a News Corporation passou a perna em leis norte-americanas.

Através de seus jornais – Times, Sunday Times, Sun e News of the World – Murdoch teve grande influência nas eleições dos primeiros-ministros conservadores Margaret Thatcher, John Major, David Cameron e Tony Blair. Até aí nada de errado. Publicações europeias apoiam candidatos políticos em seus editoriais, coisa que no Brasil acontece raramente. A mídia canarinho gosta de ficar em cima do muro enquanto distorce e manipula o noticiário a favor dos candidatos conservadores preferidos pelas elites. Enfim, prima a ambiguidade e a desinformação na mídia brasileira enquanto a mídia europeia se posiciona ideologicamente, o que lhe confere credibilidade. O leitor do vespertino francês Le Monde, por exemplo, sabe ter em mãos um diário de centro-esquerda que apoia o socialista François Hollande no segundo turno da presidencial, em 6 de maio.

O problema da mídia murdochiana foram os métodos por ela usados: escutas telefônicas ilegais e suborno de policiais por informações privilegiadas foram as mais graves. De fato, o tabloide News of the World foi fechado porque a acusações acima foram provadas. Jornalistas e um detetive contratado pelo jornal foram presos.

Agora o Inquérito Leveson quer se aprofundar mais na relação da mídia com políticos e funcionários públicos. Nesse contexto, investiga o grupo de Murdoch e outras empresas de comunicação. Ao mesmo tempo, pretende avaliar se o regime regulatório da imprensa da britânica falhou. Em suma, lá no reinado fazem o que não é feito aqui: uma CPI da mídia.

Murdoch admitiu no Inquérito Leveson ter sido “lento e defensivo” em relação às escutas telefônicas ilegais. Reconheceu ter falhado ao negar o conhecimento sobre a verdadeira escala dos grampos telefônicos até 2010 devido à conduta de subordinados que o deixaram sem informações. Ou será que Murdoch fingia que não sabia de nada?

São várias as semelhanças entre Roberto Civita e Rupert Murdoch. Ambos têm fascínio pelo “American Dream”, ou seja, a possibilidade de ganhar na vida na terra do Tio Sam, onde todos – eis aí um mito – podem fazer fortuna. E, por vezes, como se vê, a qualquer custo. Civita nasceu na Itália, mas aos dois anos, em 1938, foi com a família para os EUA, onde viveu por pouco mais de uma década. Depois de passar algum tempo no Brasil foi fazer universidade na Filadélfia.

Murdoch nasceu na Austrália, onde teve início sua carreira de empresário da mídia. Depois passou vários anos no Reino Unido, onde amealhou sua fortuna. E, finalmente, foi morar nos EUA para realizar seu sonho, o de obter a cidadania norte-americana e ser dono de um grande diário, no caso o Wall Street Journal.

Segundo o Inquérito Leveson, o patrão da News Corp. não tem “capacidade” para dirigir um grupo internacional. Isso seria possível no Brasil de Roberto Civita?

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