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Mesmo com tropa de choque tucana, jornalista complica Perillo na CPI

“Fui pago com dinheiro sujo”, afirma o jornalista goiano que prestou serviços para o tucano Perillo durante a campanha de 2010. Esse não se calou e rasgou o verbo contra o governador.

Deputados e senadores tucanos saíram atacando o jornalista acusando-o de mentiroso. Bordoni, que não se intimidou, apresentou provas e aceitou até acareação com Perillo.

Só falta a CPI convocar Policarpo da Veja para explicar as relações dele com Cachoeira.

Aí a tropa de choque seria bem maior.

Ih Governador, o bicho tá pegando!!!

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Bordoni: “Fui pago com dinheiro sujo” por Perillo

Em depoimento à CPI do Cachoeira, o jornalista Luiz Carlos Bordoni reafirmou ter recebido dinheiro de caixa 2 do governador de Goiás para atuar em sua campanha em 2010

Bordoni: “Recebi dinheiro sujo para fazer um trabalho limpo”

No único depoimento que houve hoje (27) na CPI do Cachoeira, o jornalista Luiz Carlos Bordoni complicou mais a vida do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB). Bordoni confirmou ter recebido dinheiro do esquema do bicheiro Carlinhos Cachoeira pelo trabalho que fizera na campanha de Perillo em 2010. No depoimento, Bordoni disse que recebeu “dinheiro sujo” para quitar uma dívida de campanha do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB). 

Leia tudo sobre o Caso Cachoeira

Leia outros destaques de hoje no Congresso em Foco

“Eu trago aqui a verdade dos fatos. Pelo meu trabalho limpo, eu fui pago com dinheiro sujo”, afirmou. Durante sua fala inicial, que durou quase uma hora, o jornalista confirmou que a empresa Alberto  & Pantoja – um fantasma do esquema de Cachoeira – depositou R$ 45 mil na conta da filha dele pelo trabalho que realizou durante a campanha de 2010 para o governador. Bordoni justificou que a filha recebeu o valor porque ele estaria viajando na época. (mais…)

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A bolinha de papel do Mentes.

Ó Magnânima ideia, Supremo…

Em 2010 jogaram uma bolinha de papel no Serra. Foi aquele estardalhaço.

Até tomografia ele fez. Não acharam nada, nem cérebro.

Caiu na rede, todo mundo viu.

Menos a Globo que precisou chamar Molina para desmentir o que todo mundo viu.

A Veja também não viu, e como sempre mentiu.

O final dessa fatídica história: Dilma derrotou o derrotado Serra. Isso todo mundo viu.

Agora a CPI do Cachoeira tá aí. A casa de Demóstenes caiu.

O Mosqueteiro da Ética da Veja foi descoberto com horas de ligação com o contraventor Cachoeira. Todo mundo ouviu.

Cachoeira subsidiando o editor-chefe Policarpo Junior da Veja, com matérias, no mínimo suspeitas. Pouca gente ouviu.

A Veja omitiu.

Globo, Folha e outros também.

Na CPI, Cachoeira ninguém ouviu.

Seu silêncio foi ouvido do outro lado da praça, lá no STF. Onde os grampos sem aúdio, também ninguém ouviu.

Mas em semana de depoimento de Demóstenes no Conselho de Ética e CPI, é preciso tirar o foco. O futuro-ex-senador não calará, mas também não delatará.

A tropa de Elite do PiG partiu pra cima de quem teve de fora desses últimos acontecimentos, até agora. A mesma tropa que abafou as ligações de Policarpo e Cachoeira,  que insiste em Agnello e esconde Perillo, que omitiu a Privataria Tucana.

Gilmar Mendes, aquele mesmo dos habeas corpus do banqueiro Daniel Dantas, sai em defesa da Tropa acusando Lula de pressioná-lo.

Qual é a lógica de se pressionar um ministro do STF?

Ou no meu Brasil, chantagem não é mais crime?

No papel de Ministro do STF, Gilmar deveria dar voz de prisão à Lula.

Isso caros, se essa história fosse verdade.

A reporcagem da Veja não ouviu Lula. O JN não ouviu Lula. Folha, Estadão também não ouviram Lula. E mesmo assim, desviam o foco de Demóstenes e insistem em Lula.

E lembram-se da bolinha de papel do Serra em 2010.

Essa história de pressão de Lula sobre Gilmar Mentes é a versão 2012 da bolinha de papel. De novo ninguém vai acreditar.

A viagem de Demosténes para Berlim paga por Cachoeira é fato. O inusitado encontro com o então Ministro do STF, Gilmar Mentes é preciso explicar.

A chance de se encontrar alguém conhecido, sem planejar, na Europa. É como achar uma agulha no Atlântico.

A não ser que fosse um Encontro de Negócios.

Como se sabe Demosténes era o braço de Cachoeira no Senado.

E no STF, quem será?

Bye bye.

CPI do Cachoeira tem que investigar Veja.

As relações da Veja com Cachoeira são maiores do que com Demóstenes. Mas porque ninguém fala nisso?

Jogaram um pá de areia na cara do povo.

De novo.

É inadmissivel uma Revista de tiragem nacional possuir furos jornalisticos vindo das mãos de um bicheiro. Por muito menos fecharam uma publicação tão sensacionalista quanto em Londres.

O Murdoch de lá é o Civita de cá.

Sem tirar, nem pôr.

A diferença é que lá não tem blindagem.

Nem o PiG.

#CPIdaVeja Já

Continuem lendo e não se deixem enganar. O espaço dado para apunhalar Agnello e Cabral deveria ser do Policarpo.

Extraído da CartaCapital

Revista Veja e Cachoeira

03.05.2012 12:28

Civita, o nosso Murdoch

Policarpo Jr., diretor da sucursal da revista Veja em Brasília, trocou 200 ligações com Carlinhos Cachoeira. O bicheiro goiano, escreveu o correspondente de CartaCapital em Brasília, Leandro Fortes, alega ser o pai de “todos os furos” da revista.  E Cachoeira disse estar pronto a detalhar as histórias que contou para Policarpo Jr. na CPI.

O patrão da Editora Abril, Roberto Civita, 75 anos, sabia quem era a fonte de todos aqueles “furos” da semanal mais lucrativa de sua empresa? Se for convocado para depor na CPI do Cachoeira, Civita reconhecerá que a Veja não respeitou a ética jornalística? Usar como parceiro de reportagem um criminoso com estreitos elos (às vezes acompanhados de subornos) com um senador, deputados, governadores e uma empreiteira foge à regra essencial do jornalismo: a de apurar as duas ou mais versões da mesma história.

Mas o patrão da Abril provavelmente não dará o ar da graça na CPI. Isso porque os jornalões e a tevê Globo agem em bloco para que isso não aconteça. São dois os motivos. O bicheiro, atualmente atrás das grades, favorecia os “furos” a envolver os inimigos “esquerdistas” da mídia tucana, principalmente petistas e ministros. Segundo motivo: jornalistas de outros orgãos da mídia também obtinham seus “furos” de Cachoeira.

Por essas e outras, Policarpo Jr. e a recomendável convocação de Civita para a CPI nunca estiveram no noticiário.

Enquanto isso, Rupert Murdoch, o magnata mais poderoso da mídia do Reino Unido, 81 anos, é interrogado horas a fio pela comissão parlamentar do Inquérito Leveson, que teve início em novembro de 2011. E na quarta-feira 2 até o Senado dos EUA entrou em contato com os investigadores britânicos para avaliar se abrirão um inquérito com o objetivo de investigar se a News Corporation passou a perna em leis norte-americanas.

Através de seus jornais – Times, Sunday Times, Sun e News of the World – Murdoch teve grande influência nas eleições dos primeiros-ministros conservadores Margaret Thatcher, John Major, David Cameron e Tony Blair. Até aí nada de errado. Publicações europeias apoiam candidatos políticos em seus editoriais, coisa que no Brasil acontece raramente. A mídia canarinho gosta de ficar em cima do muro enquanto distorce e manipula o noticiário a favor dos candidatos conservadores preferidos pelas elites. Enfim, prima a ambiguidade e a desinformação na mídia brasileira enquanto a mídia europeia se posiciona ideologicamente, o que lhe confere credibilidade. O leitor do vespertino francês Le Monde, por exemplo, sabe ter em mãos um diário de centro-esquerda que apoia o socialista François Hollande no segundo turno da presidencial, em 6 de maio.

O problema da mídia murdochiana foram os métodos por ela usados: escutas telefônicas ilegais e suborno de policiais por informações privilegiadas foram as mais graves. De fato, o tabloide News of the World foi fechado porque a acusações acima foram provadas. Jornalistas e um detetive contratado pelo jornal foram presos.

Agora o Inquérito Leveson quer se aprofundar mais na relação da mídia com políticos e funcionários públicos. Nesse contexto, investiga o grupo de Murdoch e outras empresas de comunicação. Ao mesmo tempo, pretende avaliar se o regime regulatório da imprensa da britânica falhou. Em suma, lá no reinado fazem o que não é feito aqui: uma CPI da mídia.

Murdoch admitiu no Inquérito Leveson ter sido “lento e defensivo” em relação às escutas telefônicas ilegais. Reconheceu ter falhado ao negar o conhecimento sobre a verdadeira escala dos grampos telefônicos até 2010 devido à conduta de subordinados que o deixaram sem informações. Ou será que Murdoch fingia que não sabia de nada?

São várias as semelhanças entre Roberto Civita e Rupert Murdoch. Ambos têm fascínio pelo “American Dream”, ou seja, a possibilidade de ganhar na vida na terra do Tio Sam, onde todos – eis aí um mito – podem fazer fortuna. E, por vezes, como se vê, a qualquer custo. Civita nasceu na Itália, mas aos dois anos, em 1938, foi com a família para os EUA, onde viveu por pouco mais de uma década. Depois de passar algum tempo no Brasil foi fazer universidade na Filadélfia.

Murdoch nasceu na Austrália, onde teve início sua carreira de empresário da mídia. Depois passou vários anos no Reino Unido, onde amealhou sua fortuna. E, finalmente, foi morar nos EUA para realizar seu sonho, o de obter a cidadania norte-americana e ser dono de um grande diário, no caso o Wall Street Journal.

Segundo o Inquérito Leveson, o patrão da News Corp. não tem “capacidade” para dirigir um grupo internacional. Isso seria possível no Brasil de Roberto Civita?

Oposição até que tentou, mas CPI babou.

Quem riu por último hein...

Tentativa frustrada da oposição em instalar a CPI dos Transportes no Senado. O requerimento não atingiu o número mínimo de assinaturas necessárias após a desistência de dois senadores da base do Governo.

A quem interessa esta CPI?

Álvaro Dias e outros senadores já estavam se preparando para protagonizarem inflamadas encenações para a TV Senado. Um teatro sem precedentes na história da República com o único intuito de desmobilizar o Governo Dilma.

Aos poucos a Caixa de Pandora está abrindo e revelando seu repertório nefasto de corrupção. O Ministério dos transportes não é mais o mesmo depois da faxina cirúrgica promovida pelo Planalto. É duro cortar na própria carne, mas Dilma já demonstrou que não exitará em fazer se necessário for.

A faxina que começou pelo visto não acabará tão cedo, enquanto isso o PiG fica perplexo diante da firmeza da Presidenta.

Deixa a mulher trabalhar….

Leia também:
CPI dos Transportes fracassa e oposição recomeça trabalho do zero – Rede Brasil Atual

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