Sinesio Pontes Blog

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BOPE continua “pacificando”. E apagando também.

Alguma semelhança do BOPE com os soldados de Obama.

Só algumas.

Extraído do Meio Norte.

Bope mata 8 suspeitos em busca a fugitivos da Mangueira no RJ

Policiais do 41º BPM (Irajá) cercaram o Morro do Juramento enquanto o Bope entrava na Favela

Oito supostos traficantes morreram durante tiroteios com o Batalhão de Operações Especiais (Bope) no Morro do Engenho, em Engenho da Rainha, zona norte do Rio de Janeiro, na madrugada desta quinta-feira. Fuzis, pistolas e granadas foram apreendidos com os mortos, que ainda não foram identificados. O Bope procurava fugitivos do Morro da Mangueira, onde uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) foi instalada no último fim de semana.

Policiais do 41º BPM (Irajá) cercaram o Morro do Juramento enquanto o Bope entrava na Favela do Engenho. Por volta das 4h20, os primeiros feridos foram levados por soldados do Bope para o Hospital Salgado Filho, o que se repetiu cerca de uma hora depois, mas nenhum dos baleados resistiu aos ferimentos.

Morte na Bahia expõe conflitos de interesses no Rio.

Apenas bons amigos. Ah tá entendi.

É dificil separar o público do privado. Mas não deveria ser assim.

Os últimos acontecimentos expuseram as relações do governador do Rio, Sérgio Cabral e alguns empreiteiros que mantém contratos com o Governo.

E nessa conta aparece o polêmico Eike Batista que “doou” R$ 750 mil para a campanha de reeleição de Cabral e recebeu um benefício de 75 milhões em isenção fiscal. Eike também é o dono do jatinho em que o governador viajou para a Bahia para participar da “festinha” do empresário Fernando Cavendish, dono da Delta Construções, que possui contratos com o Governo na ordem de mais de R$ 1 Bilhão, participando inclusive das obras para a Copa 2014 e Olimpíadas 2016.

A viagem e a festinha, nós sabemos como infelizmente terminou. Entretanto as relações entre o Governador e os empreiteiros ainda gozarão de grande longevidade.

Até quando?

Leia também:

Cabral tem odor de Palocci. Esses empreiteiros … – Conversa Afiada.

Eike Batista, que cedeu jatinho a Sérgio Cabral, recebeu isenção fiscal do Estado de 75 milhões – PortoGente

Alerj cobra explicações sobre relações entre Cabral e empresários – Band

Passeata dos bombeiros contam com mais de 27 mil pessoas.

Mais de 27 mil pessoas saíram hoje na Orla de Copacabana, no Rio para Passeata a favor dos Bombeiros do RJ na luta por melhores salários e melhores condições, como também Anistia para todos os bombeiros presos durante a ocupação do Quartel General da corporação.

Se juntaram aos Bombeiros os familiares, policiais militares e federais e Bombeiros de outros estados como também um Bombeiro argentino.

Sérgio Cabral ofereceu 5,58% de aumento.

Leia também:

Bombeiros soltos no RJ. Eles não são criminosos

Extraído do Portal IG

Passeata dos bombeiros arrasta 27 mil pela orla de Copacabana

Com tempo bom no Rio, categoria cobriu a praia de vermelho; grupo agora diz que anistia é mais importante que reajuste

Priscila Bessa, iG Rio de Janeiro | 12/06/2011 10:07 – Atualizada às 15:13

Bombeiros lotam trecho da orla de Copacabana, na zona sul do Rio; manifestação é realizada um dia após a libertação de 439 bombeiros presos

Cerca de 27 mil pessoas, segundo cálculos da Polícia Militar, participaram do protesto organizado na orla de Copacabana neste domingo (12) por bombeiros do Rio de Janeiro. A categoria reinvindica reajuste salarial e pede a anistia administrativa e criminal aos 439 militares presos no último dia 4, após invadirem o Quartel Central da corporação. Eles foram denunciados pelo Ministério Público do Rio na sexta-feira, (10) mesmo dia em que a Justiça concedeu habeas corpus para o grupo.

A área marcada como ponto de encontro, em frente ao hotel Copacabana Palace, ficou repleta de pessoas vestindo blusas vermelhas (cor do uniforme dos militares), que empunhavam cartazes com frases de apoio.

Embora concentrados desde às 9h, os manifestantes deram início à passeata por volta das 12h. Duas pistas da Avenida Atlântica precisaram ser fechadas para que os carros dessem lugar aos manifestantes. Veículos de moradores só conseguiam passagem pela pista em frente aos prédios.  (mais…)

Bombeiros soltos no RJ. Eles não são criminosos.

Acampados na frente da ALERJ.

Os bombeiros fluminenses que estavam presos depois da manifestação por melhores salários, foram libertados hoje em Niterói. A ocupação do Quartel Central pelos bombeiros foi taxada de vandalismo pelo Governador Sérgio Cabral.

Mas brigar por melhores salários e condições é vandalismo?

O que dizer do profissional que recebe o menor salário do Brasil da sua categoria, pois é, essa é a condição dos bombeiros do Rio de Janeiro, e esse é o motivo da insubordinação da tropa.

Os bombeiros soltos partiram para a frente da Assembleia Legislativa de onde continuam os protesto. Daqui pra frente só pretendem negociar se todos os bombeiros forem anistiados.

E aí Governador ?

Este domingo está prevista uma passeata nas ruas do Rio.

A união da classe e o apoio popular são os maiores incentivadores dos Trabalhadores que requerem melhores condições.

Amigos navegantes, Sérgio Cabral irá ceder?

É aguardar para ver.

Leia também:

RJ: bombeiros presos em Niterói assinam alvará de soltura – Terra

Bombeiros soltos seguem em direção à Alerj Portal G1

 

1987: O ano que não acabou.

Nessa semana, o Hosny Mubarak da CBF, numa atitude Salomolesca, decidiu “dividir” o título brasileiro de 1987, considerando Flamengo e Sport, Campeões Brasileiros daquele ano. O engraçado é que em declarações anteriores, o mesmo refutava essa possibilidade.

Eu já havia feito promessa que não tocaria nesse assunto, porém fui tentado a escrever sobre isso depois de algumas provocações.

O Título já é dividido desde que foi gerado. Uns consideram o Flamengo como legítimo campeão e outros consideram o Sport. Toda a imprensa é a favor do rubro-negro carioca e até essa semana só a CBF apoiava o leão pernambucano, além de sua torcida é claro.

 

Em outros tempos o queridinho da CBF.

O Sport, juntamente com o Guarani são reconhecidos tanto pela FIFA como pela CONMEBOL, Campeão e Vice daquele ano, além de terem disputado a Taça Libertadores do ano seguinte, 1988. Na sala de troféus da Ilha do Retiro existe uma réplica da Taça das bolinhas, destinada apenas para os ganhadores do torneio.

Entendamos que esses registros nada mais são do que a CBF determinar, se amanhã ou depois a mesma CBF declarar o Íbis Campeão, a FIFA homologa e pronto. Só lembrando que o atual Presidente da FIFA é Joseph Blatter, que por muito tempo foi o Secretário-Geral de João Havelange, que é até hoje Presidente de Honra da Entidade. João Havelange fora Presidente da CBD (antecessora da CBF) e que passou para as mãos do seu genro, na época, Ricardo Teixeira a gestão do orgão que ele preside até hoje. O fato curioso é que o Campeonato Brasileiro de 1987 depois da invenção dos módulos, passou a ser chamado de Taça João Havelange, havendo sua reedição no ano 2000, no complicado campeonato que começou nos tribunais, ou seja, se você tiver a vontade de complicar alguma coisa, coloque o nome João Havelange, é batata.

E antes que a torcida do Sport acredite que essa decisão ficará apenas nas salas misteriosas da CBF e divulgadas pela imprensa “anti-nordestina”, não irá demorar muito para a Fifa e a Conmebol homologarem a decisão da CBF e reescreverem esse capítulo nos seus registros.

 

Não adianta chorar agora.

O que vale salientar é que o próprio Sport vendeu até a alma para entrar no clube dos 13. Quem não lembra quando Luciano Bivar aceitou a divisão do título em troca da entrada no famigerado clube, hein… Agora aceitem.
Possuir uma réplica ou até mesmo a taça não os fazem campeões, ou você reconheceria os três ladrões da Taça Jules Rimet como tri-campeões do mundo? Só porquê em determinado momento eles detiveram a taça?

Para quem não lembra de 1987 é importante relembrar alguns fatos que alguns omitem em beneficio próprio como:
– a CBF não tinha recursos para promover o campeonato, então foi criado o Clube dos 13 que ficou responsável pela organização da Copa União;
– a FIFA não reconheceu a palhaçada e a CBF teve que dar o aval ao campeonato, para não perder direitos inclusive de ter times na Libertadores;
– vendo o sucesso financeiro da Copa União e com o campeonato em andamento, a CBF decidiu criar seu campeonato brasileiro e criou os Módulos Amarelo, Azul e Branco a Copa União ficou sendo o Verde;
– o regulamento foi alterado pela CBF a revelia dos 16 clubes que já disputavam a Copa União;
– só o Vasco assinou concordando com o cruzamento entre os módulos, só para sacanear o Clube dos 13;
– o América-RJ e o Guarani não foram convidados a participar da Copa União, ou Módulo Verde, apesar de terem sido 2º e 4º colocados no campeonato brasileiro de 86; a CBF lavou as mãos.
– o América-RJ se recusou a jogar o módulo amarelo já prevendo que essa palhaçada ia dar em merda;
– os critérios para escolha dos times que disputariam o módulo amarelo também foram rasgados quando convidaram o sport em detrimento a Ponte Preta-SP, que havia sido bem colocada no campeonato paulista, prerrogativa para admissão no módulo amarelo. Ou seja, o Sport entrou pela porta dos fundos até no módulo amarelo.
– se fosse levada a risca a mudança no regulamento, esse cruzamento não existiria, ou iria para a moeda, pois não houve vencedor e vice no módulo amarelo, haja vista que a decisão do módulo terminou empatada em 11 a 11 nos penaltis. Quem não lembra que o sport aceitou dividir o “módulo” com o Guarani, já sabendo que nem Flamengo, nem Inter jogariam o cruzamento.
– a CBF, na época, proclamou o sport como campeão brasileiro. O Clube dos Treze proclamou o Flamengo. (A divisão, para quem não quer ver, já começou aí)

Já começou errado.

Esse campeonato de palhaçada só reforça a falta de seriedade no nosso futebol.  Agora a criatura se volta contra o criador, ou seria o contrário?, os mesmos clubes que quebraram pau contra a CBF sob o manto do Clube dos 13, agora se beneficiam através de canetadas do Hosny Teixeira Mubarak. Ou alguém duvida que essa decisão de dividir o título de 87 tem como objetivo enfraquecer o Clube dos 13?

Dividir o título de 1987 ainda é pouco para a política atual da CBF, que distribuiu títulos brasileiros adoidado para Santos e Palmeiras, chegando ao ponto do Verdão ganhar 02 no mesmo ano.  Hoje, tanto o Corinthians como o Flamengo querem deixar o clube dos 13 em troca de cotas maiores de patrocínio.
O sport é só uma pontinha (e bote pontinha nisso) desse imenso e asqueroso iceberg.

Quem foi o campeão de 1987?
Essa questão sempre será discordante e nunca terá resposta convincente para nenhuma das partes. Possa ser que daqui a mais vinte anos recorramos a essa sentença novamente.

Lambanças fora de campo tiraram o brilho desse time.

Emoções a parte, ninguém nunca me convencerá que um campeão brasileiro de futebol tenha disputado o título com Bangu, Treze-PB, Ceará, CSA, Inter de Limeira, Rio Branco-AC (com total respeito a essas torcidas) e não com as principais forças e principais jogadores da época.

Amigos navegantes olhem que a Copa de 2014 está nas mãos desse homem.

 

Concorda ou não? Deixem comentários.

Reflexão sobre a reconquista do Rio.

Avaliações feitas por quem entende do assunto.

Serve como reflexão:

Extraído do CartaCapital.

Wálter Maierovitch, em 24/11/2010: “Confederação Criminal” tenta evitar expansão das UPPs.
Paolo Manzo, em 25/11/2010: Exportamos cocaína
Wálter Maierovitch, em 25/11/2010: Rio: onda de ataques já atingiu finalidade.
Walter Maierovitch, em 26/11/2020: A represália do crime organizado.
Marcelo Freixo, em 25/10/2010: Um deputado no olho do furacão.
Marcelo Freixo, em 24/11/2010: Caso para o serviço de inteligência.
Vladimir Palmeira, em 25/11/2010: Onde foram parar todos os criminosos.
Prof. José Cláudio Souza Alves, em 25/11/2010: Violência no Rio: a farsa e a geopolítica do crime.
Mauricio Dias, em 26/11/2010: Como em Canudos
Plínio Arruda Sampaio, em 26/11/2010: Caçada na favela da Vila Cruzeiro
Página 12, argentino, em 26/11/2010: Rio entre balas, policiais e narcotraficantes
Bahia de Fato, em 26/11/2010: Ações de criminosos no RJ precisam ser combatidas sem execuções e torturas
Gaza? Não, Rio de Janeiro, em 26/11/2010
Chico Alencar, em 26/11/2010: Violência no Rio é fruto da omissão crônica do poder público
Observatório de Favelas, em 27/11/2010: Observatório de Favelas: lógica de “guerra” é retrocesso
Luiz Eduardo Soares, em 27/11/2010: A crise no Rio e o pastiche midiático
Ricardo Targino, em 29/11/2010: Os paraísos artificiais e os infernos reais
José Cláudio Souza Alves, em 29/11/2010: A reorganização da estrutura do crime
Allan Mahet, em 29/11/2010: A Violência e a Manipulação da Mídia: Uma ‘Guerra’ Carioca

O Complexo do Alemão agora é do povo.

Caiu o último grande reduto dos traficantes no Rio, o antes impenetrável Complexo do Alemão.

Desde as primeiras horas de domingo, 28 de novembro, era dada como certa a invasão do morro pelas tropas que venceram os traficantes na Vila Cruzeiro. Porém o que se viu foram pouquíssimos focos de resistência e gradativamente o morro foi ocupado.

Alguns traficantes tentaram fugir disfarçados, outros se entregaram e aos poucos as rajadas de bala foram dando lugar a vida normal, típica de domingo. A população receosa ainda não está acostumada a nova rotina.

Policiais, soldados dão lugar a temíveis bondes de criminosos.

 

Amigos navegantes, abre-se uma nova página na história recente do Rio de Janeiro, muito mais coisas ainda vem por aí.

Extraído do site da Veja.

O dia em que a esperança venceu o terror

28/11/2010 às 22:33

O domingo começou tenso, com a notícia da invasão policial ao Complexo do Alemão, no Rio. Ao longo do dia, porém, o que se viu no entorno do conjunto de favelas foi uma progressiva descontração – entre a população e os militares. A ocupação dos morros encontrou resistência bem menor do que a esperada, e a avaliação feita pela Polícia Militar é de que a semana de horror no Rio termina com um gosto de esperança.

Em frente ao 16º Batalhão de Polícia Militar, muitas pessoas aglomeravam-se na rua, pedindo informações a policiais e fuzileiros navais. Ouviam-se tiroteios separados por longos intervalos. Lourdes Maia, 55 anos, ouvia um rádio de pilha e transmitia as notícias aos demais.  “Está dizendo que mais um ponto foi conquistado. E outro traficante foi preso!”, comemorava, agradecendo em seguida a um homem da Polícia Militar que também ouvia atento as notícias. “Está sendo muito mais fácil do que a gente imaginava. Os moradores vêm agradecer. Nunca tinha vivido isso”, dizia o militar, que participou das incursões à Vila Cruzeiro e ao Alemão.

(mais…)

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