Sinesio Pontes Blog

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Luther King, Obama e Bolsonaro.

Ontem foi 04 de Abril, pouca gente sabe, mas há 43 anos era assassinado o líder e ativista negro americano Martin Luther King.

Luther King foi um ícone americano na luta pela defesa dos direitos para os negros americanos nos anos 50 e 60, numa época em que o racismo nos Estados Unidos era mais explicito. Onde negros viviam segregados, ganhavam menos que os brancos e não podiam compartilhar os mesmos espaços dos que se achavam “superiores”.

Mas na verdade a luta de Luther King ia bem mais além, as palavras desse líder empolgavam e encorajavam pobres, latinos ou outras minorias que não tinham as mesmas condições numa sociedade que se julga defensora da Liberdade e da Democracia. Porém, tudo isso lhe custou a vida. Em 1968 a voz de King calou-se, mas o seu sonho de Igualdade se disseminou em várias outras vozes, e em vários outros movimentos.

Mas e seu propósito foi alcançado? Muitas coisas foram feitas, mas ainda estamos aquém do que se merece.

 

Ninguém mais cai nessa.

E como fruto desse sonho, em 2008 surgiu Barack Obama. A interpretação fiel dos sonhos de Luther King. Quem acreditaria que o Presidente da Nação mais poderosa do planeta seria um Negro? Todos os paradigmas seriam quebrados e o mundo assistiu e também confiou seus sonhos àquele que poderia mudar o rumo da prepotência norte-americana.

Mas foi tudo mídia, tudo marketing. Quanta expectativa depositada pra nada. Nenhuma mudança, nenhuma reforma. Guantánamo continua como centro de torturas. Iraque e Afeganistão ainda sob invasão americana. Cuba ainda sob embargo econômico. Coréia do Norte, Irã, Venezuela ainda são o “Eixo do Mal”, e agora tomando de assalto o petróleo da Líbia.

“Yes, we can”. Em seu slogan, famoso em todo o mundo, Obama propaga que Sim, Nós podemos invadir, Nós podemos poluir, Nós podemos possuir bombas atômicas, Nós podemos torturar, Nós podemos tudo. Mas só eles, entendeu.

Coincidentemente hoje também começou a campanha para reeleição de Obama em 2012. O discurso é o mesmo, as promessas idem. O que acontecerá daqui até as eleições americanas? Não faço a mínima ideia, entretanto a certeza que tenho é que não nutro  mais qualquer esperança que alguma coisa mude quem quer que seja o próximo habitante da Casa Branca.

 

Qualquer semelhança não é mera coincidência.

Em terras tupiniquins, temos nosso “amado” Jair Bolsonaro. Um dos 513 deputados federais eleitos, para nossa representação. Bolsonaro é a personificação dos sonhos mais racistas, mais fascistas do ser humano. Em sua “brilhante” declaração dada a um programa humorístico, o ilustre deputado teve a “honrosa” chance de mostrar seu ponto de vista. Preconceito velado contra negros e homossexuais, contra as cotas raciais nas universidades e a favor da Ditadura militar, da tortura e da censura.

A culpa é dele?  Não. Os culpados são os eleitores que ele representa. São pessoas que detém a mesma opinião do deputado, entretanto não possuem o manto da Imunidade parlamentar para manifestá-las. E é por isso que atualmente ainda nos deparamos com cenas de arbitrarismo contra Negros, Homossexuais, Pobres, Nordestinos. Fatos que achávamos que tínhamos deixado para trás nos século passado.

Os sonhos de Liberdade e Igualdade proclamado por Martin Luther King há 43 anos atrás ainda são Sonhos.

Amigos navegantes, afinal “Qual mundo deixaremos para nossas crianças?”.

E agora, a culpa é de quem?

Dos pobres “miseráveis” que agora compram carro.

Vejam esse vídeo e entendam a raiva desse maluco.

Ele culpa o governo pelo fato de dar crédito a a classe C comprar carro, e por conta disso ele não chegar cedo em casa, a tempo de encontrar ainda a cama quente ou o prato de sopa ainda na mesa.

Essa “maldita” Classe C há 08 anos atrás era responsável por encher as ruas e filas de emprego.

O que você quer hein, Luiz Carlos Prates?

Amigos navegantes, Mayara Petruso é a ponta do imenso iceberg do racismo, preconceito e xenofobia. Proferida, tolerada e incentivada por esses podres veículos de comunicação.

Xenofobia não combina com Democracia.

É inadmissível um país como o Brasil viver com xenofobia.

A xenofobia apresentada por esses jovens após a eleição de Dilma, reflete o clima da campanha, principalmente no 2º turno.

Não sabem esses filhinhos de papai, que nos estados de SP/MG e RJ, Dilma teve mais votos do que no Nordeste inteiro. O que descaracteriza o fato que o nordeste tenha elegido Dilma.

Isso não é falado nem mostrado na PiG. Não é dito por Mervais, Waacks, nem Lobos. Sabe por que?

Eles querem fomentar o ódio, assim como o candidato derrotado.

A história de nossa nação exclue qualquer tipo de diferença étnica. Temos a mesma origem, mesma língua, mesma religião. Só residimos em lugares diferentes. Provemos da mesma mistura européia, índigena e negra.

Xenofobia é crime e deve ser combatida.

Amigos navegantes, cada vez mais tenho #orgulhodesernordestino.

OAB-PE vai entrar com ação contra tuiteira por preconceito a nordestinos

Extraído do JC On line

A OAB-PE (Ordem dos Advogados do Brasil de Pernambuco) vai entrar com uma ação nesta quinta-feira (4) contra uma usuária do Twitter Mayara Petruso, que ganhou fama na internet após publicar comentários ofensivos contra o povo nordestino. Após a vitória de Dilma Rousseff nas eleições presidenciais, a jovem postou “Nordestisto [sic] não é gente. Faça um favor a SP: mate um nordestino afogado”.

De acordo com Henrique Mariano, presidente da OAB-PE, a entidade está concluindo a reunião de provas contra a jovem que, ainda segundo a OAB, é paulistana e estudante de direito. Ela responderá pelos crimes de racismo e incitação pública de ato delituoso – no caso, homicídio.

O processo será entregue ao Ministério Público Federal. O crime de racismo, além de inafiançável, tem pena que varia entre dois e cinco anos de cadeia. Já o de incitação pública a delito varia de três a seis meses de detenção.

Caso a estudante faça estágio na área de Direito e tenha registro na OAB-SP, a OAB-PE entrará com um processo administrativo para cassar sua licença. “Como uma acadêmica de Direito promove um ato tão degradante?” questionou o presidente da OAB-PE.

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